quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
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IVAN KUSSLER ou IVAM EVALDO KUSSLER repassando cultura por Fran: novos links de IVAN EVALDO KUSSLER - IVAM KUSSLER
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012
DE MARILIA GABRIELA, RETIRADO DA WEB PARA IVAN KUSSLER - IVAM EVALDO KUSSLER
DE MARILIA GABRIELA, RETIRADO DA WEB PARA IVAN KUSSLER - IVAM EVALDO KUSSLER - FONTE CITADA
DE MARILIA GABRIELA, RETIRADO DA WEB PARA IVAN KUSSLER - IVAM EVALDO KUSSLER
“Sou grande e malcriada”, diz Marília Gabriela
24 de Agosto de 2012 | Por: Fonte terceirizada.
Sempre que Marília Gabriela chega a um evento, é alvo certo de vários microfones e gravadores de jornalistas que querem saber tudo de sua vida.
Só que muitos têm um certo medo de fazer algumas perguntas à apresentadora, principalmente de cunho pessoal. Será que ela tem consciência que coloca esse temor quando vai ser entrevistada?
“É que eu sou malcriada (risos). Sou grande e malcriada, e eu, às vezes, estou em uma fase tolerância zero e sou chata e complicada. Então, acho que algumas pessoas, alguns profissionais já devem ter me visto em uma período tolerância zero e ter achado que sou assim o tempo todo. E eu não sou“, afirmou.
poema de MARCO BRASIL a IVAN KUSSLER e IVAM EVALDO KUSSLER
poema de MARCO BRASIL a IVAN KUSSLER e IVAM EVALDO KUSSLER - fontes citadas
poema de MARCO BRASIL a IVAN EVALDO KUSSLER e IVAM EVALDO KUSSLER
Bens Materiais
AUTOR : MARCO BRASIL
Preste atenção minha gente no que eu tenho pra dizer
Este é fato muito triste e que jamais vou esquecer:
Este é fato muito triste e que jamais vou esquecer:
Existiu um cidadão ganancioso demais,
Só pensava em poder e em bens materiais.
Só pensava em poder e em bens materiais.
Tinha uma esposa mal amada e um filho por nome Juninho,
A quem pouco dava atenção e jamais dava carinho!
A quem pouco dava atenção e jamais dava carinho!
O pai ignorava a família e só pensava no dinheiro
Não tinha morada certa nem tão pouco paradeiro.
Não tinha morada certa nem tão pouco paradeiro.
Quantas vezes a mãe ao lado de seu filhinho
Passavam Natal, aniversários e outros dias sozinhos.
Passavam Natal, aniversários e outros dias sozinhos.
O filho às vezes chorava querendo o pai encontrar
E a mãe sempre dizia querendo lhe consolar
Seu pai está trabalhando pra mais conforto nos dar!
E a mãe sempre dizia querendo lhe consolar
Seu pai está trabalhando pra mais conforto nos dar!
O pai sempre viajando por este chão brasileiro
Não media as conseqüências
Pra ganhar o seu dinheiro.
Não media as conseqüências
Pra ganhar o seu dinheiro.
Certa vez um bom dinheiro ele conseguiu ganhar
Comprou o carro importado que ele vivia a sonhar
E depois de um bom tempo, com a família veio encontrar.
Comprou o carro importado que ele vivia a sonhar
E depois de um bom tempo, com a família veio encontrar.
Chegou em casa no seu carro dirigindo
E para a sua família foi logo se exibindo
E para a sua família foi logo se exibindo
Era um carro de luxo da cor azul do céu
Que para todos ele mostrava, como se fosse um troféu.
Que para todos ele mostrava, como se fosse um troféu.
O filho com saudades, perto do pai chegava.
mas ele não dava atenção, nem sequer pro filho olhava.
mas ele não dava atenção, nem sequer pro filho olhava.
O homem só falava do carro, até parecia um louco
Depois de algum tempo, resolveu descansar um pouco.
Depois de algum tempo, resolveu descansar um pouco.
O pai foi dormir e o garoto ficou acordado
Olhando pra aquele carro viu uma sujeira do lado.
Olhando pra aquele carro viu uma sujeira do lado.
Na inocência de criança querendo o pai ajudar,
Pegou um balde de água para o carro lavar
Pegou uma bucha de aço e começou a esfregar.
Pegou um balde de água para o carro lavar
Pegou uma bucha de aço e começou a esfregar.
Depois com simplicidade foi correndo o pai acordar!
O homem ao ver o carro todo arranhado
Parecia um animal feroz e descontrolado
Parecia um animal feroz e descontrolado
E como um demente que não sabe o que faz
Nas mãozinhas do menino começou a bater
Nas mãozinhas do menino começou a bater
A mãe num quarto trancada não pode seu filho ajudar
Vendo o pai com muito ódio o garoto castigar!
Vendo o pai com muito ódio o garoto castigar!
O pai mostrando maldade impedia e não deixava
Que a mãe buscasse socorro pro seu filho que ali chorava.
Que a mãe buscasse socorro pro seu filho que ali chorava.
Três dias se passaram de sofrimento sentido
Atá que o pai foi consertar o carro e o filho pode ser
atendido.
Atá que o pai foi consertar o carro e o filho pode ser
atendido.
O médico deu a notícia tão triste de se escutar
Mãe, a mãozinha de seu filhinho teremos que amputar!
Mãe, a mãozinha de seu filhinho teremos que amputar!
Em estado de choque a mãe foi internada
E naquele mesmo dia a cirurgia do filho marcada.
E naquele mesmo dia a cirurgia do filho marcada.
Passaram-se alguns dias e o pai foi avisado
A notícia deixou o homem totalmente desesperado.
Saiu correndo para o hospital onde o filho estava internado.
A notícia deixou o homem totalmente desesperado.
Saiu correndo para o hospital onde o filho estava internado.
Quando viu o seu filho, com a mão amputada, começou a chorar.
O menino o abraçou e quis o pai consolar.
O menino o abraçou e quis o pai consolar.
Na inocência de criança para o pai começou a falar:
"Papai eu nunca mais vou fazer você chorar,
Pois eu já não tenho minha mãozinha para o seu carro arranhar!"
"Papai eu nunca mais vou fazer você chorar,
Pois eu já não tenho minha mãozinha para o seu carro arranhar!"
O homem saiu correndo sem saber o que fazer
Com tanta dor e remorso não queria mais viver.
Com tanta dor e remorso não queria mais viver.
Não tinha mais solução, não tinha mais outro jeito.
Pegou então uma arma e sem pensar
atirou contra o próprio peito.
Pegou então uma arma e sem pensar
atirou contra o próprio peito.
Aquele tiro tirou a vida em poucos instantes
De um homem egoísta, covarde e ignorante!
De um homem egoísta, covarde e ignorante!
Termino esta triste história e espero não ver outras iguais.
E deixo aqui uma mensagens para filhos e pais:
"Na vida há coisas mais importantes do que bens
materiais!"
E deixo aqui uma mensagens para filhos e pais:
"Na vida há coisas mais importantes do que bens
materiais!"
sábado, 27 de outubro de 2012
Cronica de Mario de Andrade para amigo IVAN EVALDO KUSSLER - IVAM EVALDO KUSSLER
Cronica de Mario de Andrade para amigo IVAN EVALDO KUSSLER - IVAM EVALDO KUSSLER
Cronica de Mario de Andrade para amigo IVAN EVALDO KUSSLER - IVAM EVALDO KUSSLER
O CASO DA ARANHA
ANDRADE, Mário de. O turista aprendiz. 2 ed. São Paulo: Duas Cidades, 1983, p. 307.
ANDRADE, Mário de. O turista aprendiz. 2 ed. São Paulo: Duas Cidades, 1983, p. 307.
"Este primeiro dia de Paraíba tem que ser
consagrado ao caso da aranha. Não é nada importante porém me preocupou demais e
o turismo sempre foi manifestação egoística e
individualista.
Cheguei contente na Paraíba com os amigos, José Américo
de Almeida, Ademar Vidal, Silvino Olavo me abraçando. Ao chegar no quarto pra
que meus olhos se lembraram de olhar pra cima? Bem no canto alto da parede, uma
aranha enorme, mas enorme.
Chamei um dos amigos, Antônio Bento, pra
indagar do tamanho do perigo. Não havia perigo. Era uma dessas aranhas
familiares, não mordia ninguém, honesta e trabalhadeira lá ao jeito das aranhas.
Quis me sossegar e de-fato a razão sossegou, mas o resto da minha entidade
sossegou mas foi nada! Eu estava com medo da aranha. Era uma aranha
enorme...
Tomei banho, me vesti, etc. fui jantar, voltei pro
quarto arear os dentes, ver no espelho se podia sair pra um passeinho até a
praia de Tambaú, mas fiz tudo isso aranha. Quero dizer: a aranha estava
qualificando a minha vida, me inquietava
enormemente.
Passeei e foi um passeio surpreendente na Lua-cheia.
Logo de entrada, pra me indicar a possibilidade de bom trabalho musical por
aqui, topei com os sons dum coco. O que é, o que não é: era uma crilada gasosa
dançando e cantando na praia. Gente predestinada pra dançar e cantar, isso não
tem dúvida. Sem método, sem os ritos coreográficos do coco, o pessoalzinho
dançava dos 5 anos aos 13, no mais! Um velhote movia o torneio batendo no bumbo
e tirando a solfa. Mas o ganzá era batido por um piazote que não teria 6 anos,
coisa admirável. Que precocidade rítmica, puxa! O piá cansou, pediu pra uma
menina fazer a parte dele. Essa teria 8 anos certos mas era uma virtuose no
ganzá. Palavra que inda não vi, mesmo nas nossas habilíssimas orquestrinhas
maxixeiras do Rio, quem excedesse a paraibaninha na firmeza, flexibilidade e
variedade de mover o ganzá. Custei sair dali.
Os coqueiros soltos da praia me puseram em presença da
aranha. O passeio estava sublime por fora mas eu estava impaciente, querendo
voltar pra ver se acabava duma vez com o problema da aranha. Nuns mocambos uns
homens metodicamente vestidos de azulão, dólmã, calça e gorro. Eram os presos.
São eles que fazem as rodovias do Estado e preparam os catabios. Não fogem. E
não sei porque não fogem.
E fiquei em presença da aranha outra feita. Olhei pro
lugar dela, não a vi. Foi-se embora, imaginei. De-repente vi a aranha mais
adiante. Está claro que a inquietação redobrou.. De primeiro ela ficara
enormemente imóvel, sempre no mesmo lugar. Agora estava noutro, provando a
possibilidade de chegar até meu sono sem defesa. Pensei nos jeitos de matá-la.
Onde ela estava era impossível, quarto alto, cheio de frinchas e de badulaques,
incomodar os outros hóspedes, fazer bulha. A aranha deu de passear, eu olhando.
Se ela chegar mais perto, mato mesmo. Não chegou. Fez um reconhecimentozinho e
se escondeu. Deitei, interrompi a luz e meu cansaço adormeceu, organizado pela
razão.
Faz pouco abri os olhos. A aranha estava sobre mim,
enorme, lindos olhos, medonha, temível, eu nem podia respirar, preso de medo. A
aranha falou:
- Je t'aime".
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